Um lance aparentemente inócuo junto à linha final, disputado entre João Cancelo e o chileno Agustín Arce, serviu de faísca para acender os ânimos e gerar um clima de enorme tensão num dos encontros de preparação para o Mundial 2026.
A provocação do jogador sul-americano ao internacional português desencadeou uma reação em cadeia que rapidamente envolveu vários atletas de ambas as equipas no relvado.
No meio da confusão generalizada, Rafael Leão acabou por se envolver num confronto mais aceso, trocando empurrões com Román. A equipa de arbitragem agiu de forma implacável e o incidente culminou com a amostragem do cartão vermelho direto a ambos os jogadores, deixando as duas seleções reduzidas a dez elementos numa fase crucial do teste desportivo.
Apesar da gravidade da expulsão, o extremo português não deverá ver em risco a sua participação na fase final da grande competição desportiva. Devido à natureza disciplinar deste castigo, Rafael Leão será baixa confirmada apenas para o próximo jogo particular da Seleção Nacional, onde Portugal irá medir forças com a Nigéria no último ensaio em solo nacional.
Esta situação decorre diretamente dos regulamentos em vigor da FIFA, que estipulam que as suspensões resultantes de cartões vermelhos exibidos em jogos particulares devem, por norma, ser cumpridas em partidas da mesma natureza. Desta forma, o avançado cumpre a sanção diante dos nigerianos e fica totalmente disponível para as escolhas do selecionador Roberto Martínez logo no jogo de estreia de Portugal frente à RD Congo, já na fase de grupos do Campeonato do Mundo.
Este cenário jurídico-desportivo encontra um paralelismo direto com o sucedido recentemente com Locadia, internacional pelo Curaçau. O avançado também foi expulso num embate amigável de preparação e acabou por cumprir o respetivo jogo de castigo no compromisso particular seguinte, mantendo a sua elegibilidade intacta para entrar em campo no arranque oficial do Mundial.