A temporada de 2025/26 terminou com chave de ouro para Diogo Costa.
Após um jejum de três anos, o guarda-redes e capitão do FC Porto celebrou a conquista do título de campeão nacional, assumindo-se como uma das grandes figuras e esteios da caminhada triunfal dos azuis e brancos na I Liga.
Desde que se fixou como titular indiscutível da baliza portista, na época 2021/22, este foi o ano em que o internacional português demonstrou maior eficácia defensiva. Diogo Costa sofreu apenas 15 golos em 34 jornadas no campeonato, somando mais quatro tentos encaixados na Taça de Portugal (não tendo alinhado na Taça da Liga nem na Supertaça). Para trás ficaram os anos em que sofria sempre mais de 20 golos por temporada. 2025/26 fixou-se ainda como o seu recorde de invencibilidade, terminando um total de 21 jogos sem sofrer golos, erguendo um autêntico “muro” na baliza do campeão nacional.
O Contraste nas Competições Europeias
Se a nível interno o camião defensivo funcionou na perfeição, as competições europeias continuam a ser o calcanhar de Aquiles do guardião de 26 anos. Na Liga Europa, Diogo Costa sofreu golos em oito dos 12 encontros disputados pelo FC Porto, sofrendo 10 golos numa campanha que culminou na eliminação frente ao Nottingham Forest, treinado por Vítor Pereira, nos quartos de final.
Este registo segue uma tendência já habitual na carreira europeia do guarda-redes, marcada por uma média considerável de golos sofridos além-fronteiras:
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2024/25 (Liga Europa): 15 golos sofridos em 10 jogos.
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2023/24 (Champions League): 9 golos sofridos em 8 jogos.
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2022/23 (Champions League): 8 golos sofridos em 8 jogos.
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2021/22 (Champions League): 11 golos sofridos em 6 jogos.
A Situação na Seleção e o Mercado de Transferências
Ao serviço da Seleção Nacional, o cenário mantém-se semelhante. Apesar de ter mantido as redes invioláveis na goleada por 5-0 frente ao Uzbequistão, Diogo Costa — titular nos dois primeiros jogos de Portugal no Mundial 2026 — tem mostrado propensão para sofrer golos, como se verificou no empate frente à RD Congo, no amigável com a Nigéria e em vários desafios de qualificação (Arménia e Hungria). Contas feitas, o guardião regista 37 golos sofridos em 45 internacionalizações.
Ainda assim, os números não beliscam o estatuto de Diogo Costa, consensualizado como um dos melhores guarda-redes do mundo na atualidade. A montra do Mundial 2026 nos EUA, México e Canadá poderá funcionar como a rampa de lançamento definitiva para o mercado internacional.
Ciente do assédio, o FC Porto precaveu-se em dezembro passado ao renovar o contrato do capitão até junho de 2030, blindando-o com uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Trata-se de um valor considerado acessível para os colossos europeus, com o Paris Saint-Germain e o Manchester United a surgirem na linha da frente dos pretendentes ao concurso do camisola 99 do Dragão.