Augusto Inácio, figura histórica do Sporting como jogador e treinador, analisou as perspetivas dos leões para a deslocação a Londres, onde defrontarão o Arsenal na segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.
Após a derrota por 1-0 em Alvalade, Inácio sublinha que a equipa de Rúben Amorim terá obrigatoriamente de elevar os seus índices ofensivos e demonstrar uma maior agressividade no ataque se quiser anular a desvantagem e seguir em frente na prova rainha do futebol europeu.
Ao recordar o primeiro embate, decidido por um golo tardio de Kai Havertz, o antigo técnico caracterizou a postura do Arsenal como “calculista e cínica”, destacando que os ingleses jogaram deliberadamente para o resultado da segunda mão sem serem avassaladores. Inácio elogiou a disciplina tática de Geny Catamo e Iván Fresneda, mas notou que o desgaste físico foi o fator determinante para o golo sofrido nos descontos, apontando ainda que a profundidade do banco do Arsenal acabou por fazer a diferença no momento em que o Sporting já não teve capacidade de reação ao passe decisivo de Gabriel Martinelli.
Para o confronto em solo britânico, Augusto Inácio prevê uma partida de xadrez, especialmente durante a primeira parte, acreditando que o Arsenal não se irá expor em demasia por receio do veneno leonino no contra-golpe. Na sua ótica, o Sporting deverá manter a cautela defensiva, reservando a tomada de riscos maiores para o segundo tempo, caso o marcador se mantenha empatado. O ex-treinador desvalorizou ainda um pouco o impacto direto do regresso de Morten Hjulmand, referindo que, embora o dinamarquês seja uma peça fundamental, a sua disponibilidade não garante, por si só, o apuramento da equipa portuguesa.