“Estamos em final de contrato, há muitos rumores, mas o clube tem sido claro na pretensão de ficar connosco mais anos”, diz Marco Silva, treinador do Fulham, sobre a hipótese de suceder a José Mourinho no comando técnico do Benfica.
Marco Silva quebrou, este sábado, o silêncio a propósito dos rumores que, ao longo dos últimos dias, o têm vindo a apontar como um dos mais fortes candidatos a assumir o comando técnico do Benfica, numa altura em que está a menos de dois meses de terminar o contrato que o mantém ligado ao Fulham.
“Neste momento o meu futuro não é o mais importante, estamos em final de contrato, há muitos rumores, mas o clube tem sido claro na pretensão de ficar connosco mais anos”, começou por afirmar, em declarações prestadas na zona de entrevistas rápidas da plataforma de ‘streaming’ DAZN, após a pesada derrota sofrida na visita ao Arsenal, por 3-0.
“Estão a tentar que isso aconteça e, neste momento, o foco está apenas nos três jogos que faltam. A época tem sido muito boa, novamente, com muitas dificuldades temos conseguido contrariá-las e estamos numa posição que nos pode levar à Europa. Há muita coisa para analisar e ver, temos de sentar e perceber o que foi a época, o que poderá ser o futuro e, depois disso, tomar decisões”, prosseguiu.
“Só falo do Fulham, tenho orgulho em estar a representar, já estou na quinta época. O clube está desejoso de ficar connosco e quer continuar o projeto, faz sentido, é normal que isso aconteça. Em relação ao resto, no final da época vamos tomar decisões”, completou o antigo treinador de Sporting, Estoril, Olympiacos, Hull City, Watford e Everton.
Os golos deste dérbi londrino contaram com a assinatura de Viktor Gyokeres (bis) e Bukayo Saka, todos eles no decorrer do primeiro tempo, e se, por um lado, manterem-se, provisoriamente, na liderança isolada da Premier League, por outro, complicaram as pretensões dos cottagers em alcançarem os lugares de acesso às competições europeias
Real Madrid complica continuidade de José Mourinho no Benfica
As notícias do alegado interesse do Benfica em Marco Silva surgem numa altura em que o futuro de José Mourinho está envolto em incerteza, sobretudo, devido ao crescente ‘assédio’ de que este tem vindo a ser alvo por parte do Real Madrid, clube que já orientou, entre 2010 e 2013, e que o vê como o substituto ideal para Álvaro Arbeloa.
O Special One, recorde-se, chegou à Luz em setembro do passado ano de 2025, para fazer face à demissão de Bruno Lage, tendo assinado um contrato válido até junho de 2027, com uma cláusula que, no entanto, permite a rescisão sem qualquer tipo de custo, se ativada até dez dias depois do último jogo da presente temporada desportiva de 2025/26.
Uma cláusula pouco habitual no mundo do futebol, que foi implementada, em grande parte, devido à proximidade entre a assinatura do vínculo e as eleições para a presidência do Benfica, que acabaram por reconduzir Rui Costa no cargo, fruto de uma vitória sobre João Noronha Lopes, já na segunda volta.
Os encarnados pretendem manter o sadino no cargo, e, em cima da mesa, estará mesmo a possibilidade de este vir a renovar, até 2028. No entanto, tudo dependerá da postura do próprio, face ao convite que recebeu para regressar ao Santiago Bernabéu.