Segunda-feira, Junho 15, 2026
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Choque na Luz! Conselho de Disciplina Castiga Rui Costa e Benfica Reage

O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aplicou uma pesada sanção a Rui Costa, suspendendo o presidente do Benfica por 45 dias e aplicando-lhe uma multa de 7.650 euros.

A decisão surge na sequência de um processo que se arrastava há vários meses, motivado pelas fortes críticas da estrutura encarnada à equipa de arbitragem liderada por Gustavo Correia no rescaldo de um empate a duas bolas frente ao Famalicão.

O acórdão surge após uma participação formal da Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF), que considerou que as tomadas de posição públicas do líder benfiquista violaram as normas disciplinares. O Conselho de Disciplina acabou por condenar Rui Costa por infrações associadas à “lesão da honra e da reputação e denúncia caluniosa”. A moldura penal do castigo poderia ter chegado aos 60 dias, mas o histórico disciplinar limpo do dirigente funcionou como circunstância atenuante, fixando a pena nos 45 dias.

Destaques do processo e reações:

  • Absolvição da SAD: Apesar da pesada punição individual ao seu presidente, o Benfica, enquanto instituição, foi totalmente absolvido. A queixa da APAF visava também conteúdos partilhados nos canais oficiais do clube, mas o organismo considerou não haver matéria para sancionar a entidade.

  • Histórico de castigos: Esta é a segunda penalização que Rui Costa sofre na sequência do mesmo encontro. Em maio, o dirigente já havia cumprido 25 dias de suspensão (e uma multa de 4.210 euros) devido às palavras dirigidas a Gustavo Correia no túnel de acesso aos balneários, descritas no relatório oficial do árbitro. A nova sanção foca-se exclusivamente nas declarações públicas proferidas mais tarde.

A notícia gerou reações imediatas e díspares no universo do futebol nacional. Se, por um lado, uma larga franja de adeptos encarnados recorreu às redes sociais para manifestar solidariedade para com o presidente — argumentando que este apenas vocalizou a revolta legítima do clube perante erros de arbitragem —, por outro, vários quadrantes defendem a necessidade de punições exemplares para salvaguardar a integridade e o respeito pelas equipas de arbitragem.

Este castigo surge num momento em que o Benfica procura estabilidade interna para blindar o arranque do novo ciclo técnico liderado por Marco Silva. Embora a suspensão afaste Rui Costa da representação institucional e das tribunas presidenciais nos dias de jogo, o líder do clube mantém a plenitude das suas competências administrativas nos gabinetes, continuando a conduzir os dossiês de mercado e o planeamento estratégico para a temporada 2026/27. Resta agora perceber se o Benfica irá recorrer da decisão para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD) de forma a tentar suspender a eficácia do castigo.

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