O Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol instaurou processos disciplinares a André Villas-Boas, presidente do FC Porto, e ao lateral-direito Alberto Costa, na sequência de participações apresentadas pelo Sporting.
As decisões surgem num momento de elevada tensão entre os dois clubes, com as queixas leoninas a visarem comportamentos ocorridos tanto fora como dentro das quatro linhas.
No que diz respeito ao líder portista, o processo foca-se na análise de declarações proferidas recentemente nos meios de comunicação social, procurando as autoridades disciplinares determinar se as mesmas configuram uma infração aos regulamentos em vigor. Já o caso de Alberto Costa é motivado pela alegada cuspidela ao jogador Sorriso durante o recente confronto frente ao Famalicão, um incidente que já tinha gerado polémica imediata após o apito final.
Apesar da gravidade da acusação, os dois jogadores envolvidos no lance — Alberto Costa e Sorriso — apresentaram versões contraditórias sobre o sucedido, o que obrigará o Conselho de Disciplina a uma análise detalhada das imagens e dos relatórios da partida. Estes processos acrescentam uma camada de incerteza ao ambiente que rodeia o FC Porto, numa fase em que a equipa tenta manter o foco nos objetivos desportivos enquanto lida com o escrutínio das instâncias federativas.