Augusto Inácio, figura histórica do Sporting, analisou as perspetivas dos leões para o confronto decisivo em Londres frente ao Arsenal.
O antigo técnico sublinhou que a equipa de Alvalade terá de elevar os seus índices ofensivos e demonstrar maior agressividade para anular a desvantagem de 1-0 trazida de Alvalade. Para Inácio, a estratégia em Londres deverá ser cautelosa na primeira parte, prevendo que o Sporting só arrisque mais no segundo tempo, uma vez que o Arsenal, sendo “calculista e cínico”, evitará expor-se ao perigoso contragolpe leonino.
Ao recordar a primeira mão, decidida por um golo de Kai Havertz nos descontos, Inácio destacou o equilíbrio tático, mas apontou o desgaste e a profundidade do banco inglês como os fatores fatais. Na sua análise, o Sporting foi consistente a defender, com Geny Catamo e Iván Fresneda a cumprirem papéis táticos excelentes. Curiosamente, referiu que o controlo sobre Viktor Gyökeres foi tão eficaz que o avançado acabou por ficar “entalado” entre os centrais, com Ousmane Diomande a não lhe dar qualquer hipótese através de uma marcação “limpinha”.
Relativamente às opções para a segunda mão, Augusto Inácio abordou o regresso de Morten Hjulmand após castigo. Embora reconheça a importância fundamental do médio dinamarquês na estrutura da equipa, o comentador relativizou o impacto direto do seu regresso no resultado final, defendendo que a sua disponibilidade, por si só, não garante um aumento automático das probabilidades de o Sporting inverter a eliminatória e chegar às meias-finais da Champions League.