Mariana Fonseca já se encontra na prisão de Tires para cumprir a pena de 23 anos pelo homicídio de Diogo Gonçalves.
A enfermeira foi detida na Indonésia, onde trabalhava num café e permanecia em situação ilegal, o que facilitou o processo de deportação para Portugal. O crime, ocorrido em 2020 no Algarve, envolveu o desmembramento da vítima para o roubo de uma indemnização de 70 mil euros.
Este caso ficou marcado por várias reviravoltas judiciais polémicas. Mariana chegou a ser ilibada numa primeira fase e até recebeu uma indemnização de 30 mil euros por despedimento ilícito do hospital onde trabalhava.
No entanto, após recurso, a decisão foi revertida para uma condenação efetiva, mas a arguida já se tinha colocado em fuga, permanecendo a monte até ser localizada em território indonésio.
A chegada da condenada a solo português encerra um capítulo de impunidade que durava há meses. Com a sua cúmplice e ex-namorada, Maria Malveiro, já falecida (suicidou-se na prisão em 2021), Mariana é agora a única responsável viva a responder pelo crime perante a justiça. A família da vítima aguardava por este desfecho desde que a sentença final transitou em julgado.