A manhã de terça-feira, 24 de março de 2026, ficou marcada por uma tragédia no Lugar de Barco, em Paço de Sousa, Penafiel.
Dois jovens, identificados como Álvaro e Laura, com idades entre os 20 e os 25 anos, perderam a vida após o automóvel em que seguiam, um Audi, ter capotado e caído numa represa de água utilizada para a rega de campos agrícolas. O cenário alarmante foi descoberto por operários da construção civil que, ao chegarem a uma obra próxima por volta das 09h00, avistaram a viatura submersa e deram o alerta imediato às autoridades.
As circunstâncias exatas do acidente ainda estão a ser apuradas pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR, mas tudo indica que o despiste tenha ocorrido durante a madrugada numa zona isolada e de difícil acesso. Segundo Adelino Sousa, presidente da Junta de Freguesia local, as vítimas não seriam da região e poderão ter sido enganadas pelo GPS, que as terá conduzido para um caminho estreito de terra batida, habitualmente transitado apenas por máquinas agrícolas. Acredita-se que, ao tentarem inverter a marcha num local sem espaço, acabaram por cair na represa.
A posição em que o veículo ficou imobilizado revelou-se fatal: o carro capotou e ficou com as rodas viradas para cima dentro de água. Apesar de a represa não ter grande profundidade, esta orientação impediu qualquer tentativa de saída dos jovens. Testemunhos locais referem que o dono da casa mais próxima saiu por volta da meia-noite e não notou nada de invulgar, o que situa o momento do sinistro entre essa hora e o início da manhã, num local onde a lama acumulada dificultou significativamente as operações de resgate.
A comunidade de Paço de Sousa encontra-se em estado de choque com a violência do acidente. Relatos de populares descrevem o aparato no local como “avassalador”, com alguns residentes a confirmarem ter visto partes das vítimas ainda dentro da viatura antes da remoção. Os corpos foram transportados para o Instituto de Medicina Legal para a realização de autópsias, enquanto as autoridades tentam confirmar se falhas na sinalização ou no mapeamento digital contribuíram para que o casal fosse parar àquele caminho sem saída.