A madrugada de sexta-feira, 10 de abril de 2026, foi marcada por um crime violento que vitimou o empresário e ex-autarca Carlos Logrado, de 63 anos, na Marinha Grande.
O incidente, que as autoridades classificam como homicídio seguido de suicídio, terá tido origem num conflito aceso entre o senhorio e o seu inquilino devido a uma proposta de aumento da renda.
De acordo com as informações apuradas pela TVI e CNN Portugal, a tragédia desenrolou-se após Carlos Logrado se ter deslocado ao apartamento, situado no 7.º andar de um edifício na Avenida da Liberdade, para conversar com o morador. O alerta foi dado pela esposa da vítima, que estranhou a ausência prolongada do marido desde as 18:00 de quinta-feira.
Os Detalhes da Ocorrência
Quando os meios de socorro chegaram ao local e arrombaram a porta do apartamento, depararam-se com um cenário trágico:
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A Vítima: Carlos Logrado foi encontrado na cozinha com uma ferida perfurante no tórax, já sem sinais vitais.
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O Suspeito: O inquilino terá saltado da janela da cozinha, sendo o seu corpo localizado no pátio do 1.º andar do prédio.
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A Prova: Foi encontrada no local uma carta escrita pelo suspeito, onde este tentará justificar os seus atos e o desespero perante a situação habitacional.
Perfil da Vítima e Reações
Carlos Logrado era uma figura de relevo na comunidade da “cidade vidreira”. Além da sua atividade empresarial, serviu como vereador na Câmara Municipal da Marinha Grande entre 2013 e 2017, eleito pelo movimento independente +Concelho. A autarquia já manifestou o seu pesar e deverá decretar luto municipal aquando das cerimónias fúnebres.
A Polícia Judiciária assumiu a investigação do caso, tendo procedido à recolha de indícios no apartamento para reconstruir os últimos momentos do confronto. Os corpos foram encaminhados para o Instituto Nacional de Medicina Legal para a realização das autópsias, enquanto a comunidade local lida com o choque de um crime motivado por questões imobiliárias que terminou com a perda de duas vidas.