O lance protagonizado por Maxi Araújo e Cristhian Mosquera aos 65 minutos tornou-se um dos momentos mais acesos da noite no Emirates Stadium, alimentando o sentimento de injustiça entre os adeptos leoninos.
No lance em questão, o extremo uruguaio do Sporting caiu na área londrina após sentir as duas mãos do defesa do Arsenal nas suas costas, mas o árbitro François Letexier mandou seguir jogo, uma decisão que o VAR não reverteu.
A análise técnica a este momento, nomeadamente por especialistas como Pedro Henriques, ajuda a contextualizar a decisão do juiz francês:
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O contacto: Ficou visível que existiu, de facto, um toque de Mosquera nas costas de Maxi Araújo.
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A interpretação de Letexier: O árbitro entendeu que o jogador do Sporting já se encontrava em fase de desequilíbrio e projetado para a frente antes do contacto físico ocorrer.
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Critério de intensidade: Na perspetiva da equipa de arbitragem, o empurrão não foi a causa direta da queda, sendo considerado um “contacto de jogo” insuficiente para punição com a pena máxima.
Apesar da surpresa e dos protestos do banco do Sporting, a ausência de intervenção do vídeoárbitro confirmou que não foi detetado um “erro claro e óbvio”. Este lance acabou por ser determinante, pois, num jogo onde os golos escassearam, uma grande penalidade poderia ter empatado a eliminatória e mudado o destino dos leões na Champions League neste 17 de abril de 2026.